segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Divulgação de Filme da Lava Jato leva R$ 4 bilhões falsos para centro de Curitiba

Divulgação de Filme da Lava Jato leva R$ 4 bilhões falsos para centro de Curitiba
Foto: João Salgado / RPC
Uma ação de divulgação do filme "Polícia Federal – A Lei É Para Todos" levou uma montanha de dinheiro falso para o centro da cidade de Curitiba nesta segunda-feira (28). O valor representa o montante já apreendido durante a Operação Lava Jato, tema central do longa. Notas de dinheiro falso foram empilhadas e organizadas em uma estrutura montada na Rua XV de Novembro. A pré-estreia do filme está marcada para esta segunda (28) e a estreia acontece no dia 7 de setembro. Fazem parte do elenco atores como Antonio Calloni, Flávia Alessandra, Bruce Gomlevsky, Marcelo Serrado, João Baldasserini, Rainer Cadete e Ary Fontoura. 

Polícia apreende cerca de 20 kg de cocaína em bairro de Juazeiro

A Polícia Militar (PM) apreendeu, no domingo (27), grande quantidade de drocas numa residência no Bairro Expedito Nascimento, em Juazeiro (BA). De acordo com informações, após denúncias os policiais se dirigiram ao local indicado e flagraram um homem deixando a residência numa motocicleta.
Ao perceber a chegada das guarnições, o indivíduo empreendeu fuga, deixando as portas do imóvel abertas. Os policiais ainda tentaram, mas não conseguiram deter o suspeito.
Dentro da casa, os agentes encontraram aproximadamente 20 kg de cocaína e cerca de 8 kg de crack. O material foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil (DPC). Participaram da ação policiais da Rondesp Norte, do Canil (do 3º BPM) e da Cipe-Caatinga. (foto/divulgação)
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Carlos Britto

Manicure é morta e queimada após rir de “broxada” do parceiro em relação sexual

A manicure Sibele Aparecida Stariu, 33 anos, foi morta por estrangulamento e depois teve parte do corpo queimada pelo indivíduo Romeu Francisco dos Santos, 32 anos, por ter rido do fato de o órgão sexual do criminoso não ter “levantado” no momento da relação.
O corpo da vítima foi encontrado próximo ao Rio Miringuava, em São José dos Pinhais, em Curitiba. Romeu foi preso no Bairro Afonso Pena e confessou a autoria do crime, mas a polícia prossegue com as investigações, para confirmar se realmente o motivo da morte foi por causa do deboche pela não ereção. Tudo começou quando Sibele foi deixada na porta de casa ao voltar de uma festa, por volta das 6h.
Ao invés de entrar, ela decidiu fazer uma caminhada pelo local, carregando os sapatos nas mãos. As câmeras de segurança flagraram quando ela entrou em um veículo.
Foto reprodução
O criminoso relatou à polícia, que daquele local foram para o Bairro Boqueirão, onde decidiram fazer sexo. Entretanto, Romeu conta que não conseguiu ter ereção, razão pela qual Sibele começou a rir da situação, o que o deixou enfurecido.
Descontrolado, enforcou a manicure. Ato contínuo, dirigiu-se a um posto de gasolina, onde comprou etanol e depois de descartou o corpo da vítima em um matagal no Bairro Colônia e ateou fogo. O corpo de Sibele, queimado até a cintura, foi reconhecido pelos familiares. Romeu possui diversas passagens pela polícia por receptação, adulteração de veículos e uso de drogas. Atualmente estava trabalhando como motorista da Uber. Já Sibele, que era manicure, morava com os pais idosos e tinha duas filhas, uma de oito e outra de 14 anos.

*Com informações do Blog do Marcelo

Sr.Bonfim: Jovem foi assaltado na Praça Alexandre Góes



Uma Jovem foi vítima de assalto na noite deste domingo (27), por volta das 20h, na Praça Alexandre Góes, Centro de Senhor do Bonfim.
A Vítima estava sentado em um dos bancos da Praça quando foi surpreendido por três Elementos, entre eles um adolescente armado que,  subtraíu a carteira do Jovem contendo todos os documentos pessoais, um celular e a quantia de R$ 140.
A vítima esteve no Complexo policial de Senhor do Bonfim, onde foi registrado  um boletim de ocorrência.

Da Redação do Nonato Notícias 

Criminosos armados assaltam credenciada da Caixa em Senhor do Bonfim



Dois criminosos armados em uma motocicleta assaltaram uma credenciada da Caixa Econômica Federal, localizada na Rua Rui Barbosa, centro comercial, por voltas das 11h53 da última sexta-feira (25), em Senhor do Bonfim. O valor roubado ainda não foi divulgado.
Toda a ação dos criminosos foi registrada pelo circuito de segurança do local.
Um dos indivíduos ficou na motocicleta enquanto o outro entrou no estabelecimento se passando por cliente com um boné preto, camisa branca, bermuda branca e um capacete seguro no braço, rendeu os funcionários e os clientes que estavam no interior da credenciada no momento do assalto e logo depois ele secou uma arma. Com um revolver na mão, o criminoso entrou o balcão e rendeu as funcionários do caixa. O valor roubado não foi divulgado. A ação dos criminosos durou aproximadamente 5 minutos.

Essa é o segundo arrastão registrado no mesmo estabelecimento comercial


Da Redação do Nonato Notícias /Foto: Whatsapp 

Bandidos apontaram escopeta para cabeça de vítima e roubaram moto na zona rural de Bonfim



Por volta das 11h30min, desse domingo (27), dois bandidos a bordo de uma moto Pop de cor preta, armados com escopeta caseira e pistola, roubaram uma moto Honda Bros, de um pai de família quando este seguia com sua esposa (grávida de 5 meses) e seu filho de apenas 2 anos, retornavam do distrito de Igara para o Povoado de Caco de Telha.
Os bandidos fecharam a estrada e ainda apontaram a escopeta na cabeça do homem, ordenando que adentrassem o mato, em seguida roubaram, carteira com documento e dinheiro, celular e a moto.
No prejuízo a vítima registrou queixa na Delegacia de Bonfim.
Blog do Netto Maravilha

Jovem perde a vida em capotamento de veículo no interior da Igara


Uma fatalidade foi registrada na tarde deste domingo (27), quando o jovem de RAFAEL FERREIRA DA SILVA, 26 anos, residente no Distrito de Igara, perdeu a vida em um capotamento de veículo na estrada de Gameleira interior do distrito de Igara, zona rural de Senhor do Bonfim.
Informações que no acidente Rafael seguia com seu amigo Artur da Silva Castro, 24, também residente em Igara, quando seu carro Fiat Pálio de cor branca, placa JRT 7067 capotou, Rafael teve esmagamento de crânio falecendo no local. Seu amigo foi atendido no ambulatório do HDAM e passa bem.
Blog do Netto Maravilha

PONTO NOVO:BANDIDOS ARMADOS TOMAM CELULAR DE ASSALTO


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de acordo com informações, neste sábado por volta das 20:00 horas, dois elementos em uma moto Pop Vermelha, segundo a vitima um deles armado com uma Pistola, anunciou o assalto levando da vitima um aparelho celular, o fato ocorreu quando a mesma se encontrava sentada na porta de sua residencia na Rua José dos Santos, Conhecida Como Rua da Barraquinha no Bairro do contorno em Ponto Novo, a vitima que pediu para não ser identificada, relator a nossa reportagem que um elemento praticava o assalto e o outro aguardava com a moto na esquina.

Emcimadanoticia1

Um quarto dos municípios brasileiros estão em situações de emergência


Um quarto dos municípios brasileiros (23%) está em situação de emergência, segundo levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo, com base em dados divulgados pelo Ministério da Integração Nacional. O balanço reúne 1.296 cidades, sendo que 71% estão concentrados na região Nordeste e no Norte de Minas Gerais, devido à estiagem. Os outros 29% estão em outro extremos, causadas por tempestades, inundações, alagamentos, enxurradas e deslizamentos, concentradas principalmente na região Sul, Sudeste e Norte. Há ainda cidades que estão sob decreto de emergência pelos dois motivos, como o município de Novo Triunfo, no nordeste baiano: a estiagem foi reconhecida pelo governo federal no dia 9 de março; no dia 27, ocorreu uma chuva forte que causou enxurradas no local. Duas capitais nordestinas integram a lista: Maceió (AL), com chuvas que resultaram na morte de 9 pessoas e em milhares de desabrigados. Em Fortaleza, a seca causou a falta de água que afetou 900 mil moradores. Brasília (DF) também passou por dificuldades e chegou a enfrentar racionamento entre fevereiro e agosto deste ano. Há ainda estados que registram situação de emergência em quase todo o seu território: é o caso da Paraíba, onde 196 dos 223 enfrentam a estiagem. BN

Ronda Maria da Penha lançada em Senhor do Bonfim

O lançamento da Operação Ronda Maria da Penha do 6º Batalhão de Polícia Militar aconteceu na manhã desta segunda-feira (28), em Senhor do Bonfim. Na oportunidade, também foi inaugurada sua sede, no Bairro do Derba, mesmo local em que funciona o Centro de Referência da Mulher Mãe Sulinha, com o qual foi firmada uma parceria no enfretamento da violência contra a mulher.
O evento contou com a presença do Secretário de Segurança Pública do Estado, Maurício Barbosa, dos deputados Roberto Carlos e Raimundo Tavares Bobô, do Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel PM Anselmo Brandão, do Prefeito da Cidade de Senhor do Bonfim, Carlos Brasileiro, entre outras autoridades civis e militares.
A Major PM Denice Santiago, Comandante e idealizadora da Ronda Maria da Penha na Bahia, participou do evento em que foi parabenizada e homenageada por sua iniciativa que já tornou possível a muitas mulheres dar um basta na violência a que eram submetidas dentro de seus lares.
O Tenente Coronel PM Soares, Comandante do 6º BPM, contou que, ao chegar à cidade, percebeu o grande número de ocorrências de violência doméstica e a necessidade da operação: “Estou muito feliz, agradeço aos meus superiores, ao Ministério Público, à Secretaria Municipal de Ação Social, à equipe de policiais que aceitaram o desafio e a todos que contribuíram para a realização deste sonho”.
O Secretário Maurício Barbosa parabenizou a todos que se empenharam para implantação da Ronda Maria da Penha: “Desejo que Senhor do Bonfim, tão conhecida pelos festejos de São João, seja também conhecida como a cidade que conseguiu grande redução dos índices de violência doméstica”.
Uma assistida do Centro de Referência da Mulher, Graciele Martins, prestou depoimento de como tem sido importante o apoio psicológico que tem recebido do CRM, como também o acompanhamento dos policiais para que ela pudesse retomar a vida com tranquilidade.

Nova lei trabalhista: rescisão não precisa mais de homologação no sindicato; entenda

A partir de novembro, acaba a autenticação obrigatória nos sindicatos dos desligamentos de funcionários com mais de um ano de trabalho; veja cuidados a serem tomados.

Por Marta Cavallini, G1

Homologação da rescisão de contrato não precisará mais ser feita no sindicato (Foto: Reprodução/TV Globo)Homologação da rescisão de contrato não precisará mais ser feita no sindicato (Foto: Reprodução/TV Globo)
Homologação da rescisão de contrato não precisará mais ser feita no sindicato (Foto: Reprodução/TV Globo)
Com a nova lei trabalhista, as rescisões contratuais não precisarão mais ser homologadas nos sindicatos e podem ser feitas diretamente com os empregadores. Hoje o procedimento é obrigatório no desligamento de funcionários com mais de um ano de trabalho. A nova lei trabalhista entra em vigor em novembro.
A mudança foi feita para desburocratizar a rescisão dos contratos de trabalho e agilizar o levantamento do FGTS e do seguro-desemprego pelo empregado, segundo o governo. Hoje o trabalhador precisa aguardar até o agendamento da homologação para conseguir levantar os valores, mas o processo pode levar dias ou até meses.
Especialistas ouvidos pelo G1 ressaltam que sempre que o funcionário suspeitar de fraude no pagamento das verbas rescisórias deve buscar assistência de um advogado de confiança ou mesmo com o próprio sindicato.

Veja o tira dúvidas abaixo:

Com essa mudança, os sindicatos ficam proibidos de fazer a homologação ou poderão manter a prática?

De acordo com Mayara Rodrigues, do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, o procedimento deixa de ser obrigatório com a nova lei trabalhista, mas não é proibido.
Roberto Hadid, associado do escritório Yamazaki, Calazans e Vieira Dias Advogados, explica que a lei libera que a rescisão poderá ser feita entre empregado e empregador, com a anotação na carteira de trabalho, que possibilitará a liberação das guias de saque do seguro-desemprego e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no caso de demissão sem justa causa.
Ele ressalta que o empregado poderá ter assistência de um advogado para orientá-lo no momento da rescisão.
Segundo João Gabriel Lopes, do escritório Roberto Mauro, Mauro Menezes & Advogados, os sindicatos poderão ainda prever, em acordos ou convenções coletivas, a obrigatoriedade de homologação das rescisões contratuais.

O funcionário que assinou a rescisão poderá depois questionar os pagamentos indevidos na Justiça?

Ruslan Stuchi, do escritório Stuchi Advogados, esclarece que a rescisão de contrato de trabalho é um documento unilateral, ou seja, é produzido somente pelo empregador. Isso significa que mesmo que tenha recebido o valor discriminado na rescisão, o empregado pode questionar as verbas recebidas na Justiça.
Mayara diz que se o funcionário perceber irregularidade no pagamento das verbas rescisórias, através de um contador ou advogado, poderá questionar tudo na Justiça, desde que esteja dentro do prazo prescricional, ou seja, antes de completar dois anos da rescisão do contrato de trabalho.
Para Danilo Pieri Pereira, do escritório Baraldi Mélega Advogados, embora o funcionário possa reivindicar judicialmente os valores quitados, ele deverá comprovar as irregularidades ocorridas no ato de homologação para poder recebê-los.
Segundo Lopes, as empresas poderão ser questionadas por meio de ações individuais ou ações coletivas ajuizadas pelos sindicatos ou pelo Ministério Público do Trabalho.

É possível que acabem aumentando os casos de homologação com irregularidades nos pagamentos?

Hadid diz que isso pode ocorrer. Por isso, ele aconselha os trabalhadores, especialmente os menos instruídos, a levar um advogado ou representante do sindicato da categoria na hora de fechar o acordo.
“O empregado que for assinar a homologação deverá ler o documento com bastante atenção e ter muito conhecimento da convenção coletiva da categoria”, afirma.
Stuchi prevê que a falta de homologação nos sindicatos aumentará o número de direitos trabalhistas violados pelas empresas.
Lopes reitera que as fraudes devem ser questionadas no Poder Judiciário.

Que tipo de irregularidades poderão ocorrer? O que o trabalhador deve observar na hora de assinar a homologação?

Os especialistas consultados pelo G1 destacaram que o trabalhador deve conferir todos os valores. Veja a lista:
  • pagamento de férias vencidas e proporcionais acrescidas de 1/3
  • 13º salário proporcional
  • aviso prévio trabalhado e indenizado
  • saldo de salário
  • motivo do término do contrato (dependendo do motivo, como pedido de demissão, justa causa ou dispensa imotivada, os direitos trabalhistas são diferentes)
  • adicionais de insalubridade e periculosidade
  • pagamentos de horas extras
  • pagamento da multa de 40% do FGTS

Caso o empregado entenda que há algo errado no documento, ele pode não assinar e procurar um advogado para eventualmente cobrar a diferença?

Segundo Roberto Hadid, caso o empregado entenda que há algo errado nas verbas rescisórias, poderá se opor a assinar e requerer uma análise mais detalhada de um advogado ou chamar um assistente do seu sindicato, cobrando assim as diferenças. Ele sempre poderá procurar seus direitos na Justiça.
Ricardo Pereira de Freitas Guimarães, professor da pós graduação da PUC-SP, pondera que deve ser levada em conta a situação financeira do empregado, pois ao não assinar a homologação, não receberá nada e poderá ter dificuldades financeiras em caso de continuar desempregado.

Luiz Fux acusa o Congresso de tentar enfraquecer o Judiciário em reação à Lava-Jato

Em entrevista, ministro do STF defende volta de financiamento de campanha por empresas

POR 

O ministro Luiz Fux: “Não é a hora de mudar o sistema de governo, o presidencialismo permite controlar os atos do presidente” - Ailton de Freitas / Agência O Globo
BRASÍLIA — Ministro do STF e próximo presidente do TSE a partir de fevereiro de 2018, Luiz Fux acusa o Congresso de tentar enfraquecer o Judiciário em reação à Lava-Jato, repetindo o que foi feito na Itália para anular os efeitos da Operação Mãos Limpas. Fux elogia a força-tarefa da Lava-Jato e, sobre reforma política, defende a volta do financiamento de campanha por empresas, se não forem contratadas pelo governo após a eleição. Leia entrevista.
Alguns juízes dizem que, depois da Operação Lava-Jato, o Congresso Nacional passou a retaliar o Judiciário. O senhor concorda?
O enfraquecimento do Judiciário é uma das fórmulas que se utilizou para fulminar os resultados positivos da Operação Mãos Limpas, na Itália. E parece que isso está acontecendo agora no Brasil, em relação à Operação Lava-Jato. Enquanto nós estamos estudando as melhores formas de combater a corrupção, as melhores formas de investigação, o que se tem feito no Congresso é estudar como se nulificou, na Itália, todos os resultados positivos da Operação Mãos Limpas. Na Itália, começaram a fazer reformas mirabolantes para tirar o foco da Operação Mãos Limpas. Aqui, fizeram o mesmo. Na Itália, começou a haver uma política de enfraquecimento do Poder Judiciário. Aqui, a iniciativa popular propôs medidas anticorrupção, e elas foram substituídas por uma nova lei de crime de abuso de autoridade, inclusive com a criminalização de atos do juiz. Se você comparar, tudo o que se fez na Itália para minimizar os efeitos da Operação Mãos Limpas tem sido feito no Brasil também.

Quais as medidas mais graves que o Congresso tomou até agora?
Em primeiro lugar, transformar as propostas contra a corrupção em lei de abuso de autoridade, para tentar criar uma ameaça legal à atuação dos juízes. Em segundo lugar, é completamente fora da reforma política fixar prazo de mandato para os juízes dos tribunais superiores. Entendo que seja uma estratégia para enfraquecer o Poder Judiciário. Essas mudanças são para tirar o foco do que se está efetivamente apurando, que é a corrupção.
Mandato delimitado para os ministros enfraqueceria o Supremo?
Depende. Se você aplicar o mandato no curso em que o ministro está apurando uma operação grave, evidentemente que enfraquece. Se você respeitar esse prazo de mandato da emenda em diante, acho até uma boa sugestão.
O ministro do Supremo Gilmar Mendes costuma dizer que o Ministério Público Federal exagera nas denúncias na Lava-Jato. O senhor concorda?
A Operação Lava-Jato tem como finalidade passar a limpo o Brasil, e acho que o Ministério Público é quem vai estabelecer o final dessa linha. Queixa-se muito de que a Lava-Jato não termina, mas eu entendo que esses integrantes da força-tarefa sabem até onde eles querem chegar. Eles realizam um trabalho digno de muitos elogios. Sou favorável a essa operação e acho que está sendo levada a efeito com um sentido bastante positivo.
As brigas entre Gilmar Mendes e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a partir da Lava-Jato, atingem a imagem do STF?
Eu entendo que isso é algo de caráter subjetivo, é uma opinião de um componente do colegiado que não atinge o colegiado. Na verdade, ele fala só por si. Eu não quero avaliar esse eventual dissenso entre o ministro e o procurador. Acho que cada um está cumprindo o seu papel de acordo com a sua percepção e a sua consciência.
O senhor acha que o STF deve julgar logo o pedido de Janot para que Gilmar seja impedido de atuar em habeas corpus de empresários com os quais teria relação?
Isso é algo de foro íntimo a ser resolvido de forma regimental. Se não me falha a memória, essa alegação é decidida na presidência. Mas, se tiver que ser levada a plenário, que seja.
Seria melhor julgar o assunto em plenário, de forma pública?
O STF não tem tradição de julgar impedimentos ou suspeições. Normalmente, isso é declarado pelo próprio julgador, por foro íntimo. Agora, no momento em que o tribunal foi instado a decidir isso, a decisão tem que ser tomada necessariamente pelos critérios legais. A lei estabelece casos de impedimento, em que o juiz não pode de maneira alguma funcionar, e casos de suspeição. Se o caso estiver enquadrado em um desses incisos da lei, automaticamente a função do tribunal é aplicar a lei ao caso concreto.
O Supremo tem condições de lidar com o grande volume de processos da Lava-Jato?
Diferentemente da vara de Curitiba, que só julga as ações da Lava-Jato, o STF tem competência múltipla. O juiz de Curitiba (Sergio Moro) profere, no máximo, 30 sentenças condenatórias por mês. O Supremo tem que produzir 90 sentenças judiciais por mês, incluindo direito tributário, meio ambiente, demarcação de terras indígenas... É muito variado. A tramitação das ações penais no Supremo é mais lenta do que em varas especializadas porque o STF não tem só isso para fazer.
Isso deve atrasar a conclusão dos processos da Lava-Jato?
Julgar uma ação penal na turma (com cinco ministros) é mais rápido do que julgar uma ação no plenário (com 11 ministros). Entendo que o Supremo vai dar uma resposta judicial bem mais célere do que daria se submetesse todos os processos da Lava-Jato ao plenário. Nós passamos seis meses julgando mensalão no plenário. Agora agiliza, porque as turmas é que vão julgar.
Os inquéritos abertos a partir da delação da Odebrecht saíram da relatoria do ministro Edson Fachin e foram distribuídos a outros gabinetes, entre eles, o do senhor. Hoje, Fachin tem três juízes auxiliares e outros ministros têm dois. O senhor acha que será necessário pedir reforço na equipe?
Seria uma boa medida, porque há inquirições. Agora que pulverizou (a investigação da Odebrecht entre os ministros), acho que todos deveriam ter também mais um juiz, para ficar com a dedicação mais exclusiva. Eu pretendo pedir mais um, para dar mais agilidade para os processos.
Na semana passada houve polêmica sobre semipresidencialismo e parlamentarismo. O senhor acha que é o momento de mudar o sistema de governo do país?
Efetivamente não é a hora de se mudar o sistema de governo, até porque o presidencialismo permite o controle dos atos do presidente não só pela sociedade, mas pelo Congresso e pelo STF. O presidente pode ser afastado por denúncia de crime, pode sofrer impeachment. E o Brasil é de tradição presidencialista. Não é hora de alterar absolutamente nada. A hora é de manter a nossa tradição política presidencialista sob esse novo enfoque ético e moral, esses novos valores que foram inaugurados com a repugnância de tudo a que nós assistimos aí no cenário político.
Qual a opinião do senhor sobre a proposta do distritão misto?
Esse distritão misto é de uma indecência a toda prova, porque ele é destinado a manter a reeleição de quem já está lá. Transforma uma eleição proporcional em majoritária, tira as vozes das minorias e acaba mantendo um status quo absolutamente indesejável.
O Congresso cogitou criar um fundo bilionário para financiar campanhas eleitorais, mas voltou atrás. O senhor concorda com a proposta?
Para mim, esse fundo é completamente incompatível com o momento de crise econômica nacional. A proposta que eu faria seria permitir a volta do financiamento eleitoral por parte de empresas que tenham a mesma bandeira ideológica do candidato. Por exemplo, um candidato que defende o meio ambiente, ou de determinado setor do mercado financeiro. Esse financiamento se daria num determinado limite. O financiamento seria ideológico, e a empresa doadora ficaria impedida de contratar com o poder público. Isso mostra a lisura do financiamento, como um ato de quem quer ser representado. É o que ocorre com as pessoas físicas: você doa para quem você acha que representa seus ideais.
Empreiteiras poderiam contribuir para campanhas? Qual seria a ideologia das empreiteiras? A Lava-Jato mostrou que muitas priorizam a corrupção.
A proibição da contrapartida evita que haja ilícito praticado a posteriori. Essas empresas poderiam doar dentro do ideal de necessidade de melhoria na infraestrutura do país.
A corrupção não encontraria um caminho? Por exemplo, a empreiteira poderia usar outra empresa como laranja para fazer um contrato com o poder público.
Sinceramente, na forma como se levou adiante a Lava-Jato, dificilmente uma empresa vai querer doar ilicitamente para uma campanha eleitoral para depois ter que comprar, com seu dinheiro, tornozeleiras eletrônicas para seus executivos.
O senhor vai presidir o TSE de fevereiro a agosto de 2018. O senhor acha que a Justiça Eleitoral tem real capacidade para fiscalizar o uso do caixa dois?
A Lava-Jato serviu de exemplo. Nós vamos montar uma estrutura no TSE para, em vez das auditorias e perícias serem realizadas a posteriori, elas serão feitas contemporaneamente à prestação de contas. Isso é importante. Não vamos usar só as forças do tribunal, mas todas as forças da administração pública serão usadas, como a Receita Federal e peritos técnicos.


Leia mais: https://oglobo.globo.com/brasil/luiz-fux-acusa-congresso-de-tentar-enfraquecer-judiciario-em-reacao-lava-jato-21754511#ixzz4r35eB8Wm 
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