Foto: Tácio Moreira /Metropress
 Até o dia 30 de junho de 2017, 18 policiais militares foram expulsos da corporação baiana, uma média de três por mês. Segundo levantamento feito pelo jornal Correio*, somente no primeiro semestre do ano, o número já alcançou algo bem próximo aos demitidos em todo o ano de 2016, quando foram 22. Já em 2015, foram 49 demissões, totalizando 89 militares expulsos em menos de três anos.
De acordo com a Corregedoria da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), os principais crimes que levaram a essas demissões foram homicídio, roubo e corrupção passiva. Ainda segundo a publicação, até junho já foram registradas, junto à Corregedoria da PM, 1.081 queixas contra condutas irregulares de policiais militares – o que representa uma média de quase sete ocorrências instauradas por dia.
O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Anselmo Brandão, afirmou que são casos isolados e que a busca por desvios de conduta é permanente. “O grosso da tropa é boa, 99,9% dos policiais são bons e do bem. Infelizmente, existem aqueles com desvio de conduta e nós temos que ser duros, inclusive, aplicando o remédio mais duro que é a exclusão. Desde que assumi o comando, já demiti diversos policiais”, pontuou o comandante-geral da tropa.
A promotora de justiça Isabel Adelaide, do Grupo Especial de Atuação para o Controle Externo da Atividade Policial (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MP-BA), enxerga as demissões como um sinal positivo. Segundo ela, a maioria dos casos que resultaram nas demissões passou pelo MP-BA, e que as demissões de 2017 são provenientes de investigações de anos anteriores.
“A gente tem percebido um endurecimento da Corregedoria. Apesar das dificuldades, o fato de as punições de PMs serem concentradas na Corregedoria é um indicador positivo”, declarou. “Normalmente, os casos passam pelo MPE, que não depende que a Polícia Militar puna, o que não nos impede de instaurar processo por improbidade administrativa. Temos feito um trabalho de parceria.
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