quinta-feira, 13 de abril de 2017

Temer diz que governo não pode parar após lista de Fachin: 'Vou deixar Judiciário agir'



Um dia após a divulgação da lista do ministro Edson Fachin com autorização de aberturas de inquérito para investigar oito ministros, o presidente Michel Temer afirmou que o fato não pode paralisar o governo e que vai deixar o “Judiciário agir”. Segundo o presidente, “nada deverá paralisar a atuação governamental”. A defesa do governo foi feita em dois eventos promovidos nesta quarta-feira (12), no Palácio do Planalto. De acordo com a Folha de S. Paulo, a declaração de Temer é uma forma encontrada pelo presidente para blindar a reforma previdenciária dos potenciais efeitos negativos provocados pela divulgação da lista. "Não podemos jamais paralisar a atividade legislativa e temos de dar sequência ao governo, à atividade legislativa e à atividade judiciária", disse. "Nós avançamos muito e temos de avançar mais. 

O governo não pode parar", afirmou. Nas declarações, entretanto, Temer evitou fazer referências às decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O receio é que a abertura de investigações contra o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, principal articulador da proposta junto ao Congresso, e contra o relator da reforma previdenciária, deputado federal Arthur Maia (PPS-BA), possa atrasar o cronograma de votação e obrigar o presidente a fazer novos recuos para aprová-la. O presidente chegou a ser citado em dois inquéritos abertos pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, como ele tem a chamada "imunidade temporária" enquanto ocupa cargo de presidente, não pode ser investigado por atos estranhos ao mandato.
Com informações da Folha de S. Paulo.
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