'Propinas eram pagas até em cabaré', diz executivo da Odebrecht
Foto: Reprodução
O executivo Hilberto Mascarenhas, responsável pelo departamento de operações estruturadas da Odebrecht no início de 2015, revelou à Justiça Eleitoral os locais onde era feito o pagamento de propinas.
De acordo com ele, no exterior, o valor era depositado em offshore. Já no Brasil, eram entregues mochilas com até R$ 500 mil em "hotéis, bares, restaurantes e cabarés".
“Eles passaram a contratar pessoas para levar. Então, você se hospedava em um hotel, ele também se hospedava no hotel e de noite visitava o quarto do interessado, entregava e ia embora, para poder ter mais segurança se fossem valores maiores. Se fossem valores pequenos, se encontravam num bar, em todos os lugares. Você não tem ideia dos lugares absurdos, como cabaré. Ele encontrava a pessoa, o preposto, ia lá e pegava”, disse o executivo da empreiteira.
Em depoimento foi feito ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no âmbito da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra a chapa Dilma-Temer, reeleita em 2014, Mascarenhas declarou que avisou a Marcelo Odebrecht sobre o "volume insano" de movimentações financeiras da empreiteira.
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