sábado, 5 de dezembro de 2015

Três homens armados executam motociclista e fogem no bairro dos Mares


Por Marcelo Castro

Tensão e pânico tomaram conta do bairro dos Mares, na tarde deste sábado (5). Três homens armados atiraram em um jovem, com identidade ainda não revelada, e fugiram em um automóvel.
O crime aconteceu na Avenida Fernandes da Cunha, perto do supermercado Maxxi Atacado e do Banco do Brasil.
De acordo com testemunhas, os homens que atiraram entraram em um veículo Fiesta de cor branca e placa AZT 4778, em direção ao bairro do Uruguai.
A vítima foi socorrida por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e será encaminhado para o Hospital Geral do Estado. 


Um acidente ocorrido hoje sábado 05 de novembro por volta das 17h00min na BA 381 nas imediações no Povoado de Cabeça de Vaca no município de Filadélfia, ceifou a vida do Policial Civil Paulo Adriano Dias dos Santos.

O policial Civil estava dirigindo um carro FIAT STILO, placa JQZ-5335, quando capotou vindo a falecer no local ele e a sogra. Estavam no carro com o policial a esposa, dois amigos e a sogra.

Segundo informações Paulo residia no município de Senhor do Bonfim e trabalhava na cidade de Itiúba como Policial Civil.
Os demais ocupantes do veiculo receberam atendimentos no Hospital do Município de Filadélfia.

Fonte: Diga Filadélfia 

Homem é abordado pela PM com moto adulterada em Campo Formoso





Por volta das 10 horas da manhã, desta sexta-feira, 04 de dezembro de 2015, após abordagens no bairro Campo de Avião ,em Campo Formoso-BA, policiais da 54º CIPM abordaram Jaílson Malaquias da Silva, de 52 anos, que mora no povoado de Pauzinhos.

O mesmo se encontrava com uma moto YBR Yamaha, de cor preta, sem placa, com a numeração do chassis raspada. Jaílson foi apresentado na delegacia de Campo Formoso para serem adotadas medidas cabíveis.

Redação Campo Formoso Noticias
Com informações da 54ª CIPM.
 Dilma teme saída de ministros do PMDB depois de Padilha entregar Aviação Civil
Foto: Lula Marques/ Agência PT
A saída de Eliseu Padilha da Aviação Civil deixou a presidente Dilma Rousseff (PT) em alerta. Na tarde desta sexta-feira (4) a petista se reuniu com os ministros Edinho Silva (Comunicação), Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Governo) e José Eduardo Cardozo (Justiça) para tratar do "fator PMDB". De acordo com a coluna de Lauro Jardim em O Globo, Dilma já considera a possibilidade de que outros ministros peemedebistas sigam o caminho de Padilha, especialmente aqueles mais ligados ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e ao vice-presidente Michel Temer (PMDB). Celso Pansera, ministro da Ciência e Tecnologia, é um desses. A saída de Pansera neste contexto ajudaria a aumentar o clima de fragilidade do governo. Dilma e os ministros trabalham com alternativas para tentar manter os ministros onde estão com uma só moeda de troca: cargos.

Popular da cidade de Cachoeira dos Índios morre vítima de grave acidente na noite desta sexta no Ceará




Um popular identificado como sendo como Cícero Miguel, morado da Vila Bamburral zona rural de Cachoeira dos Índios, morreu vítima de um acidente de moto próximo ao distrito de Iara na cidade do Barro  no Ceará.

Cícero perdeu o controle de sua moto tendo morte no local. A polícia militar isolou a área até a chegada da perícia em seguida o corpo foi encaminhado para o IML de Iguatu e será transladado para a cidade de Cachoeira dos Índios onde ocorrerá o sepultamento.

Homem é preso acusado de esquartejar o tio a golpes de machado na Bahia

Um jovem de 27 anos foi preso acusado de participar da morte do próprio tio, no município de São Gonçalo dos Campos, na região metropolitana de Feira de Santana, localizado a 108 km de Salvador. As informações foram confirmadas pela DT (Delegacia Territorial).

O crime ocorreu em março deste ano, no bairro Sobradinho. Josenando de Jesus Marinho e Marcos Santos teriam invadido o imóvel onde o trabalhador rural morava, assassinado a vítima com vários golpes de machado, pau e estaca e, em seguida, esquartejaram o corpo.

Conforme a polícia, Marcos foi autuado em flagrante um dia após o crime. O suspeito confessou o assassinato e informou que havia praticado o ato com o comparsa que era sobrinho da vítima.

(Marcos) falou que Josenando sabia de uma quantia que o tio tinha em casa. O sobrinho chamou na porta, o tio abriu e teve a cabeça esmagada por um bloco. Depois que mataram a vítima, eles ainda amputaram as mãos e os pés, fugiram depois do latrocínio, mas Marcos foi autuado em flagrante no dia seguinte. Josenando fugiu para Salvador.

Josenando foi capturado na quarta-feira (02), após uma blitz policial, onde foi constatado que o homem tinha um mandado de prisão preventiva em aberto. Ainda de acordo com a DT, os jovens têm envolvimento com o tráfico de drogas. A Polícia Civil deve investigar o caso.
As informações foram confirmadas pela DT

Capotamento com vítima fatal na BR 324, próximo ao Junco em Jacobina



Por volta das 6h deste sábado, 05 de dezembro de 2015, um caminhão Atron 2324 com placa de São José do Jacuípe capotou, segundo informações, causando morte em um homem na BR 324, próximo ao posto do Junco, no município de Jacobina.

Ainda de acordo com informações, o condutor do caminhão seguia o dono do veículo que estava em um carro de passeio, vindo a tombar carregado de cebola quando passou em um quebra-molas. 
O Samu 192 foi acionado e esteve no local, mas, o homem que ficou preso às ferragens não resistiu aos ferimento e veio a óbito. A Polícia Rodoviária Estadual está no local registrando o acidente.
Fonte: Augusto Urgente!

JACOBINA: APÓS ACIDENTE MOTO TERMINA EM CIMA DE CARRO

Por volta das 17:45h desta sexta-feira, 04 de dezembro de 2015, uma mulher deu entrada na emergência do Hospital Antônio Teixeira Sobrinho, vítima de uma colisão entre uma motoxe um veículo Prisma na Rua Francisco Rocha Pires, próximo ao SAC. Segundo informações, a mulher seguia na garupa da moto, e o condutor não se feriu, no acidente que ocorreu no cruzamento com a Rua Artur Diniz Veloso.
Fonte: Augusto Urgente

Jovens são presos por tráfico de drogas e ameaça, em Mundo Novo


Na madrugada desta sexta-feira, 04 de dezembro de 2015, por volta das 00:30, a Delegacia de Polícia de Mundo Novo-BA, foi acionada por populares, que informaram que as pessoas conhecidas como Rogério e Romilson, estariam tentando invadir a residência do Sr. Reinaldo Machado dos Santos, localizada na Vila Santa Cruz, com a finalidade de tentar contra a vida do mesmo. 

A Autoridade Policial solicitou o apoio da Polícia Militar que se dirigiu ao local e conseguiu efetuar a prisão de Rogério Moreira Lopes, de 26 anos. Romilson conseguiu se evadir neste primeiro momento. A partir de então, uma equipe da Polícia Civil, sob o comando do Bel. José Adriano passou a realizar incessantes buscas com a finalidade de efetuar a prisão de Romilson, conhecido como "Missinho". 

Por volta das 05 horas da manhã, o delegado recebeu a informação de que Missinho estaria homiziado na residência da pessoa conhecida como Laísa, localizada na Rua do Sapé. A equipe da Polícia Civil se dirigiu ao local indicado, realizou o cerco e efetuou a prisão do mesmo.
Em seguida, Romilson foi conduzido até sua residência, onde, segundo investigações preliminares, estaria ocorrendo um intenso tráfico de drogas, patrocinado por Rogério e Romilson. Durante uma revista no local, acompanhada pelo flagranteado e pela testemunha Leandro, os policiais encontraram uma determinada quantidade de maconha, acondicionada em um saco plástico de cor branca. Os flagranteados foram apresentados nesta Delegacia para a adoção dasmedidas pertinentes. 

Observação

Os autores do crime já haviam tentado contra a vida das vítimas no dia 29/11/2015, após uma simples discussão, e haviam se evadido logo em seguida retornando na data de hoje. Rogério já preso em 2012 pelo mesmo delegado, pelo crime de tráfico de drogas e Romilson foi indiciado pela participação em um crime de homicídio ocorrido no ano de 2011. Os irmãos vinham praticando atos criminosos que se destacavam pela violência. 

Fonte: bel. José Adriano da Silva 
Delegado de Policia - Delegacia Territorial de Mundo Novo/BA.
12° Coorpin – Itaberaba -

Um mês da tragédia - veja ações da polícia, MP, MPF, Justiça e Samarco

G1 fez levantamento de todas as investigações a respeito do desastre.
Veja o que já foi feito após o rompimento da Barragem de Fundão.


Do G1 MG
O que causou o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas? Por que as licenças concedidas pelos órgãos ambientais, as fiscalizações e a expertise da Samarco , cujas donas são a Vale a anglo-australiana BHP Billiton, não foram suficientes para prevenir o ocorrido e poupar sofrimento e vidas? A tragédia em Mariana completa um mês neste sábado (5) sem muitas respostas. As causas e as responsabilidades pelo ocorrido são apuradas e não há prazo para a conclusão de inquéritos.
Até o momento, a mineradora não sabe explicar o que levou ao colapso da barragem e à consequente liberação do “mar de lama”, que devastou vilarejos. Centenas de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas sem olhar para trás, correndo para se proteger. Hoje, estão em hotéis ou casas alugadas, sem previsão de uma solução definitiva. Alguns não conseguiram fugir da avalanche de lama e rejeitos de minério e estão na lista de mortos e desaparecidos. 
Atuação da Polícia (Foto: Arte/G1)
Aberto um dia após a tragédia, o inquérito criminal da Polícia Civil de Minas Geraisinvestiga as causas e as consequências do rompimento da barragem, além dos crimes ambientais e os homicídios ocorridos. De acordo com a Polícia Civil, a fase de depoimentos prevê 60 pessoas interrogadas até o fim de dezembro. A investigação é considerada complexa e depende do resultado de laudos.
A previsão era de conclusão da investigação em 30 dias, mas o delegado regional de Ouro Preto, Rodrigo Bustamante, conseguiu a prorrogação do prazo com a Justiça.
Os crimes investigados pela Polícia Civil são homicídio, crime de soterramento, crimes ambientais contra fauna, flora e poluição de rios, além de outros crimes que podem surgir ao longo do inquérito e também a partir dos resultados de perícia.
Os danos desta tragédia ultrapassam os limites de Minas, chegando ao Rio Doce, que corta o Leste mineiro e o Nordeste do Espírito Santo. Diante disso, a Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais abriu, no dia 17 de novembro, inquérito policial para apurar se o rompimento da barragem de Fundão foi crime ambiental e as circunstâncias da tragédia. A poluição causada ao rio e que tornou necessária a interrupção do abastecimento de água em várias comunidades é um dos pontos desta investigação.
O pedido de abertura partiu do procurador da república José Adércio Leite Sampaio, que pede que órgãos como a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), o Conselho de Política Ambiental (Copam) e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) também sejam investigados, além da Samarco. Para ele, há apontamentos de irregularidades durante o licenciamento da barragem.
Atuação do Ministério Público (Foto: Arte/G1)
Cabe ao Ministério Público propor ação de responsabilidade civil pelos danos causados ao meio ambiente, o que já foi feito. A pedido do Ministério Público Estadual, a Justiça em Marianadeterminou o bloqueio de R$ 300 milhões da Samarco para resguardar o direito à indenização das famílias afetadas pelo rompimento.
Novas ações podem ser propostas a partir de inquéritos civis públicos, que estão em andamento. Pelo Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), o último foi aberto nesta quinta-feira (3) para investigar a atuação de servidores de órgão ambientais que liberaram a licença de operação da Samarco. Segundo promotores, há indícios de irregularidades que podem levar à exoneração. As operações da Vale na mina em Mariana também são apuradas.
Parte do degrau da barragem Germano, em Minas, cedeu após o colapso da barragem do Fundão (Foto: Corpo de Bombeiros/Reprodução/Fantástico)Parte do degrau da barragem Germano
(Foto: Corpo de Bombeiros/Reprodução/Fantástico)
Uma força-tarefa composta por nove promotores já investigava a causa do rompimento e a segurança das barragens Santarém e Germano, que estão em risco, conforme a própria Samarco admitiu. Uma série de recomendações foi expedida e levou ao pagamento de auxílio-financeiro às famílias por parte da Samarco.
A atuação dos promotores e de procuradores do Ministério Público Federal (MPF) também resultou na assinatura de um Termo de Compromisso Preliminar com a Samarco, garantindo montante mínimo de R$ 1 bilhão para ser gasto em medidas de prevenção, contenção e compensação dos danos ambientais.
“Uma requisição que o Ministério Público vem fazendo há algum tempo é de que a empresa apresente a projeção dos possíveis impactos em caso de rompimento das estruturas remanescentes [barragens de Germano e Santarém] e de um plano de ação caso isso aconteça. Isso é uma questão de extrema urgência uma vez que as [barragens] que ficam lá apresentam risco. Então como o que foi requisitado pelo Ministério Público não foi atendido, foram feitos pedidos de prorrogação de prazo - que consideramos bem razoáveis - foi necessário o agendamento de uma ação civil pública pra que a Justiça determinasse essa entrega”, disse o promotor de Justiça Mauro Elloviccth, a área de Meio Ambiente. Em relação ao plano de emergência, a empresa disse já respondeu à Justiça.
Há também um termo de compromisso assinado pela Samarco para preservar o patrimônio cultural sacro dos vilarejos de Bento Rodrigues, Paracatu e Gesteira, em Mariana, e a cidade deBarra Longa, ambas na Região Central de Minas Gerais.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), uma força-tarefa foi criada e reúne sete procuradores, sendo quatro de Minas Gerais, dois do Espírito Santo e um do Rio de Janeiro. Os esforços estão concentrados na responsabilização pelo rompimento da barragem.
Neste sentido, há quatro inquéritos civis em andamento para: 1) apurar a responsabilidade ambiental pelo dano; 2) apurar a responsabilidade dos órgãos de fiscalização; 3) buscar a proteção das comunidades tradicionais atingidas (índios e quilombolas) e 4) apurar a existência e ou eficácia de medidas preventivas nas barragens do Complexo de Germano. Paralelamente, os procuradores conduzem um procedimento investigatório criminal sobre as responsabilidades quantos aos crimes ambientais.
Procuradores da União, de Minas Gerais e do Espírito Santo protocolaram na segunda-feira (30), na Justiça Federal do Distrito Federal, uma ação civil pública que cobra a criação de um fundo público de R$ 20 bilhões para reparar danos causados pelo rompimento de uma barragem em Mariana (MG), que contaminou com lama a bacia do Rio Doce. O rio cruza os dois estados e é o principal manancial de diversos municípios mineiros e capixabas. A ideia é do fundo é que ele seja abastecido em até R$ 2 bilhões por ano no período de uma década por Samarco,  Vale e BHP Billiton. Segundo a Seção Judiciária do Distrito Federal, após o protocolo, não houve movimentação no processo.
Com o desastre, as operações da Samarco foram paralisadas. O Ministério Público do Trabalho (MPT) cobra a garantia de manutenção dos empregos dos trabalhadores da empresa e dos funcionários terceirizados. Nesta sexta-feira (4), após uma reunião com o MPT, a mineradora se comprometeu a manter seus funcionários e empregados terceirizados empregados até o dia 1º de março. Atualmente, os funcionários estão em licença remunerada e férias coletivas, inclusive na unidade de Ubu, no Espírito Santo.
Os danos ambientais causados pelo rompimento da barragem de Fundão são incalculáveis. A lama que invadiu o Rio Doce tirou o sustento de mais de mil pescadores e a Samarco deverá indenizá-los. O valor solicitado pelos pescadores é de pelo menos um salário mínimo por mês, ou seja, R$ 788. A audiência que deve decidir sobre isso foi adiada para o dia 16 de dezembro.
Atuação da Justiça (Foto: Arte/G1)
Ações estão em curso em tribunais de Justiça Federal e Estadual em Minas e no Espírito Santo. Em uma delas, o diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, conseguiu um habeas corpus preventivo para não ser preso por desobediência, em caso de descumprimento de medidas determinadas pela 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Registros Públicos e Meio Ambiente de Colatina.
Dentre as medidas, o juiz determinava o fornecimento de água potável para os municípios de Colatina, Baixo Guandu e Linhares; a apresentação de um plano para reduzir os impactos ambientais e sociais no Rio Doce; o resgate da fauna aquática para a reinserção em ambiente natural.
No dia 30, a 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte determinou que a Samarco deposite, em juízo, R$ 1 bilhão para garantir a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão. A empresa também pode apresentar bens do mesmo valor como caução.
Rio Doce pescadores (Foto: Alexandre Nascimento/G1)Rio Doce (Foto: Alexandre Nascimento/G1)
De acordo com o juiz Michel Curi e Silva, a empresa terá que depositar outros R$ 50 milhões, “tendo em vista as despesas emergenciais já feitas pelo Estado de Minas Gerais, pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e pela Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam) - autores da ação”.
O juiz Michel Curi e Silva também ordenou que a empresa garanta o fornecimento de água à população de Belo Oriente, Periquito, Alpercata, Governador Valadares, Tumiritinga, Galiléia, Resplendor, Ituetá e Aimorés, cidades afetadas pelo “mar de lama”.
A Samarco ainda terá que monitorar a qualidade da água da Bacia do Rio Doce. As determinações deverão ser cumprida entre cinco e dez dias, sob pena de multa diária no valor de R$ 1 milhão, limitada a R$ R$ 100 milhões. A Samarco informou que recebeu a intimação e que vai atendê-la no prazo legal.
Já os R$ 300 milhões bloqueados pela Justiça em Mariana serão usados exclusivamente para reparar os danos causados às famílias afetadas pela tragédia na cidade. 
O risco que as barragens de Santarém e Germano ainda representam levaram ao pedido judicial de esvaziamento preventivo do reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Risoleta Neves, em Santa Cruz do Escalvado, na Região da Zona da Mata. O Consórcio Candonga, responsável pela usina, foi intimado nesta quarta-feira (2) e, de acordo com a 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual em Minas, teria dois dias para cumprir a determinação. Até a noite desta sexta-feira (4), o consórcio ainda não havia informado se as medidas foram tomadas.
Atuação da Samarco (Foto: Arte/G1)
Em função do rompimento da barragem de Fundão e das graves consequências, incluindo mortes, a mineradora Samarco – cujas donas são a Vale e a anglo-australiana BHP – recebeu uma série de recomendações de órgão público e do Ministério Público e teve que adotar medidas para amparar as famílias desabrigadas. Algumas que deveriam ser emergenciais ainda não foram concluídas.
jh_mariana (Foto: TV Globo)Desabrigados e o prefeito de Mariana, Duarte Júnior
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Um mês após o desastre, 115 das 313 famílias desabrigadas estavam em casas alugadas pela empresa, o que representa pouco mais de um terço do total. O restante ainda aguardava a transferência em casas de parentes e em hotéis. Estas pessoas tiveram as casas destruídas ou afetadas em Bento Rodrigues, Paracatu de Cima e de Baixo, em Mariana, e na cidade de Barra Longa.  Segundo a empresa, a transferência só ocorre após cada família ser ouvida e aprovar o local da nova moradia.
O auxílio financeiro aos desabrigados começou a ser pago nos últimos dias. Em resposta às recomendações do Ministério Público, a Samarco propôs o pagamento mensal de um salário mínimo para cada família, acrescido de 20% para cada um dos dependentes, além de uma cesta básica no valor de R$ 338,61. Este dinheiro não representa uma indenização, que ainda será discutida.
“A partir do momento em que todas as famílias estiverem com casas alugadas e recebendo uma remuneração mensal, nós vamos começar a discutir as indenizações e a reconstrução as comunidades. Nós entendemos que começar essa discussão agora é muito difícil, porque as famílias estão muito vulneráveis”, disse o promotor Guilherme de Sá Meneghin, da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mariana.  
A entrega inicial é de 115 cartões de auxílio financeiro às famílias das comunidades de Bento Rodrigues, Paracatu, Pedras, Camargos, Ponte do Gama e Campinas, distritos de Mariana (MG), impactados pelo acidente com as barragens. O dinheiro é para ser usado em despesas pessoais. O crédito é feito no 5º dia útil de cada mês e o valor é retroativo a novembro.
A Samarco afirma que todos os esforços necessários, com apoio irrestrito da Vale e BHP Billiton, foram mobilizados para priorizar o atendimento e a integridade das pessoas que estavam no local do acidente ou nas áreas afetadas. A empresa contratou três organizações de ajuda humanitária para desenvolvimento de um plano de assentamento, que inclui acolhimento às famílias, apoio psicossocial e triagem médica.
A empresa também forneceu cestas básicas, itens de higiene pessoal, material e equipamentos de limpeza, kits escolares e ração animal. Cerca de 700 profissionais da Samarco, de várias áreas, também estão atuando no atendimento às comunidades.
A mineradora informou que um estudo está em andamento para discussão do auxílio financeiro também para famílias de Barra Longa e outras comunidades, como produtores rurais, pescadores e garimpeiros, além daquelas que não tiveram suas casas atingidas, mas foram isoladas. A proposta será discutida em conjunto com os órgãos de proteção aos direitos humanos.
Em função do corte na captação de água, medidas de abastecimento tiveram que ser adotadas. Segundo a Samarco, 266 milhões de litros de água potável e 5 milhões de litros de água mineral foram distribuídos em municípios do Espírito Santo e Minas Gerais.
Peixes mortos estão sendo recolhidos diariamente (Foto: Rodrigo Nunes/ VC no ESTV)Peixes mortos estão sendo recolhidos diariamente
(Foto: Rodrigo Nunes/ VC no ESTV)
Em relação à poluição causada pela lama ao Rio Doce, a Samarco monitora amostras de água coletadas em trechos impactados. Uma consultoria foi contratada para elaborar um plano de ações de recuperação ambiental. Segundo a empresa, 150 mil peixes foram resgatados para preservar as espécies e, no futuro, devem ser utilizados para repovoamento do rio. Eles foram encaminhados para outros cursos d’água, que possuem as mesmas características do habitat original das espécies.
 
Mas o impacto na fauna começou a ser contabilizado com toneladas de peixes mortos, destinadas a aterros sanitários. De acordo com relatório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), das mais de 80 espécies de peixes apontadas como nativas da bacia antes da tragédia, 11 são classificadas como ameaçadas de extinção e 12 são endêmicas do Rio Doce - ou seja, existiam apenas lá. Segundo a Samarco, foram resgatados seis espécies de peixes consideradas ameaçadas e raras.
Nove mil metros de barreiras foram instalados nas margens do rio e algumas ilhas para isolar a fauna e a flora. A partir da recomendação de organizações ambientais, a lama foi direcionada para ao mar, onde a diluição será mais rápida. Quatro máquinas trabalham 24 horas por dia nas escavações, com apoio de uma draga e bombas.
José Lino Moraes, 62 anos, pescador e sofre com a lama no Rio Doce, em Linhares (Foto: Bernardo Coutinho/A Gazeta)José Lino Moraes, 62 anos, pescador e sofre com a
lama no Rio Doce, em Linhares
(Foto: Bernardo Coutinho/A Gazeta)
Consequentemente, o impacto é grande na vida dos pescadores que tiravam o sustento do Rio Doce. Em um acordo após uma reunião do Ministério Público do Trabalho, em Belo Horizonte, a empresa  concordou em pagar os mesmos valores e benefícios já disponilizados para desabrigados de Mariana, que são o salário mínimo, mais 20% por dependente e uma cesta básica mensal para pescadores e pequenos produtores rurais. 
Segundo o Ibama, ao longo do caminho percorrido pela lama, ao menos 1.249 pescadores foram afetados em mais de 40 cidades mineiras e capixabas. A mineradora diz que está recebendo das prefeituras a lista oficial de pescadores cadastrados com finalidade de acelerar o processo de identificação e cadastro.
Com o desastre, as operações da Samarco foram paralisadas. Os empregados que não estão atuando em ações ligadas ao acidente estão em período de férias coletivas. Em nota no dia 27 deste mês, a Samarco chegou a dizer que não poderia "cumprir os compromissos financeiros com seus funcionários e fornecedores” em função do bloqueio de cerca de R$ 300 milhões determinado pela Justiça. Contudo, na última semana informou que está em dia com empregados e fornecedores.
06/11 - Carros e destroços de casas são vistos em meio a lama após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco no Distrito de Bento Rodrigues, no interior de Minas Gerais (Foto: Felipe Dana/AP)Carros e destroços de casas são vistos em meio a lama após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco no Distrito de Bento Rodrigues, no interior de Minas Gerais (Foto: Felipe Dana/AP)

Morre no Rio a atriz Marília Pêra

Atriz tinha 72 anos.
Ela se afastou do trabalho recentemente devido a um desgaste ósseo.

Do G1 Rio

A atriz, cantora e diretora Marília Pêra morreu às 6h deste sábado (5), no Rio, aos 72 anos. A atriz morreu em casa, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. Ela se tratou recentemente de um desgaste ósseo na região lombar, que a fez se afastar do trabalho por um ano.
Marília era uma das artistas mais completas do Brasil: além de interpretar, era cantora, bailarina, diretora, produtora e coreógrafa. Trabalhou em mais de 50 peças, quase 30 filmes e cerca de 40 novelas, minisséries e programas de televisão. Um dos últimos trabalhos da atriz foi sua participação na série "Pé na Cova', da TV Globo.
Marília Soares Pêra nasceu em 22 de janeiro de 1943, no bairro do Rio Comprido, no Rio. Sua primeira entrada em cena aconteceu quando ainda era bebê, fazendo figuração numa peça, informa seu perfil no Memória Globo. Aos quatro anos de idade, ela atuou com os pais no espetáculo “Medeia”. Sua irmã mais nova, Sandra Pêra, também é atriz e cantora.
Entre os 14 e os 21 anos, Marília atuou como bailarina em musicais. Quando tinha 18, viajou por Brasil e Portugal com a peça “Society em baby-doll”. Outro destaque foi “Como vencer na vida sem fazer força”, trabalhando ao lado de Procópio Ferreira, Moacyr Franco e Berta Loran.
Em 1965, Marília foi contratada pelo diretor Abdon Torres para integrar o elenco inicial da TV Globo. Nessa época, fez o papel principal das novelas “Rosinha do sobrado”, “Padre Tião” e “A moreninha”.
Após um período fora da TV Globo, no qual atuou em “Beto Rockfeller” (1968), da TV Tupi, ela foi convidada a voltar por Daniel Filho, em 1971 – viveu Shirley Sexy em “O cafona”, que a tornou ainda mais conhecida. Na sequência, vieram “Bandeira 2” (1971-72) e “Supermanoela” (1974). A partir daí, afastou-se das novelas por oito anos, até aparecer em “O campeão” (1982), exibida pela TV Bandeirantes.
O retorno às novelas da Globo aconteceu apenas em “Brega & Chique” (1987). Na pele de Rafaela, fez bastante sucesso por sua parceria com Marco Nanini. Anos depois, Marília diria que essa foi a novela que mais gostou de fazer. Ela voltaria a interpretar Rafaela no remake de “Ti-Ti-Ti” (2011), escrito por Maria Adelaide Amaral.
Entre os trabalhos favoritos na TV, no entanto, Marília escolhia duas minisséries: “O primo Basílio” (1988), em que interpretou a vilã Juliana, e “Os Maias” (2001), em que interpretou Maria Monforte.  Na minissérie “JK", fez a ex-primeira dama do Brasil Sarah Kubitschek.
Marília Pêra em 'Rainha da Sucata' (Foto: Cedoc/TV Globo)Marília Pêra em 'Rainha da Sucata', um dos sucessos em novelas (Foto: Cedoc/TV Globo)
Já na década de 1990, Marília atuou nas novelas “Lua cheia de amor” (1991) e “Meu bem querer” (1998). Outros trabalhos mais recentes foram em “Começar de novo” (2004); “Cobras & Lagartos” (2006), como a falida, mas ambiciosa, Milu; “Duas caras” (2007), como a alienada Gioconda.
Antes de “Pé na cova”, a amizade com Miguel Falabella já havia rendido papéis no seriado “A vida alheia” (2010), no filme “Polaroides urbanos” (2008) e na novela “Aquele beijo” (2011), todos escritos por ele.
Ao longo de uma carreira que durou praticamente toda sua vida, Marília Pêra destacou-se ainda no cinema. Estrelou filmes como “Pixote, a lei do mais fraco” (1980), “Bar Esperança” (1983), “Tieta do agreste” (1995) e “Central do Brasil” (1996) e “O viajante” (1998).
No teatro, ganhou duas vezes o Prêmio Molière: em 1974, por “Apareceu a Margarida”, e em 1984, por “Brincando em cima daquilo”. Como diretora, esteve por trás de uma das peças de maior sucesso do país, Após um período fora da TV Globo, no qual atuou em “Beto Rockfeller” (1968), da TV Tupi, ela foi convidada a voltar por Daniel Filho, em 1971 – viveu Shirley Sexy em “O cafona”, que a tornou ainda mais conhecida. Na sequência, vieram “Bandeira 2” (1971-72) e “Supermanoela” (1974). A partir daí, afastou-se das novelas por oito anos, até aparecer em “O campeão” (1982), exibida pela TV Bandeirantes.
O retorno às novelas da Globo aconteceu apenas em “Brega & Chique” (1987). Na pele de Rafaela, fez bastante sucesso por sua parceria com Marco Nanini. Anos depois, Marília diria que essa foi a novela que mais gostou de fazer. Ela voltaria a interpretar Rafaela no remake de “Ti-Ti-Ti” (2011), escrito por Maria Adelaide Amaral.
Entre os trabalhos favoritos na TV, no entanto, Marília escolhia duas minisséries: “O primo Basílio” (1988), em que interpretou a vilã Juliana, e “Os Maias” (2001), em que interpretou Maria Monforte.  Na minissérie “JK", fez a ex-primeira dama do Brasil Sarah Kubitschek.
Já na década de 1990, Marília atuou nas novelas “Lua cheia de amor” (1991) e “Meu bem querer” (1998). Outros trabalhos mais recentes foram em “Começar de novo” (2004); “Cobras & Lagartos” (2006), como a falida, mas ambiciosa, Milu; “Duas caras” (2007), como a alienada Gioconda.
Antes de “Pé na cova”, a amizade com Miguel Falabella já havia rendido papéis no seriado “A vida alheia” (2010), no filme “Polaroides urbanos” (2008) e na novela “Aquele beijo” (2011), todos escritos por ele.
Sucesso também no cinema
A
o longo de uma carreira que durou praticamente toda sua vida, Marília Pêra destacou-se ainda no cinema. Estrelou filmes como “Pixote, a lei do mais fraco” (1980), “Bar Esperança” (1983), “Tieta do agreste” (1995) e “Central do Brasil” (1996) e “O viajante” (1998).
No teatro, ganhou duas vezes o Prêmio Molière: em 1974, por “Apareceu a Margarida”, e em 1984, por “Brincando em cima daquilo”. Como diretora, esteve por trás de uma das peças de maior sucesso do país, “Irma Vap”, que ficou em cartaz por mais de dez anos, com Marco Nanini e Ney Latorraca como protagonistas.
Além disso, nos palcos interpretou Carmen Miranda em diversas ocasiões – “O teu cabelo não nega” (1963), “A pequena notável” (1966), “A tribute to Carmen Miranda” (1975), apresentada em Nova York, “A Pêra da Carmem” (1986 e 1995) e “Marília Pêra canta Carmen Miranda” (2005). Outras estrelas vividas por Marília foram Dalva de Oliveira, no musical “A estrela Dalva” (1987); Maria Callas, na peça “Master Class” (1996) e a estilista “Coco Chanel”, na peça “Mademoiselle Chanel” (2004).
Filho
Marília Pêra deixa um filho, Ricardo, também ator e cantor, de seu primeiro casamento, com o ator Paulo Graça Mello; e duas filhas, Esperança, nascida em 1978, e Nina, em 1980, ambas de seu casamento com o escritor e produtor Nelson Motta. Seu último marido foi o economista Bruno Faria, com quem se casou em 1998.
Marília Pêra é a homenageada da Mocidade Alegre (Foto: Caio Kenji/G1)Marília Pêra recebendo homenagem da Mocidade Alegre (Foto: Caio Kenji/G1)